Um psiu e o homem vira um pseudo-homem.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
17
Embebido de orgulho, hoje, abro a vida na página dezessete convicto de que ainda estou folheando o prefácio de uma prosa poética machadiana. Personagem interessante, leitura leve, doce, um Best-seller cativante e prenhe de lirismo que caiu em meus braços ao cair da noite em dois de maio de 1996.
Livro lícito, mas não planejado, lubrificou meu coração enferrujado, desparafusou minha encarquilhada carcaça adulta, afrouxou meu sorriso, jogou os parafusos fora, anarquizou meu egocentrismo, recauchutou meu altruísmo e embutiu em meu comportamento atitudes desatadas de preconceito.
Cada frase uma fase, cada parágrafo um ponto seguido, cada não um sim pra literatura, cada página virada um ensinamento fremente. Apesar das diferenças entre vírgula e ponto e vírgula isso não impediu a fluidez de seus versos e muito menos o causou um desvio de semântica.
O livro é lindo e traz uma mensagem com a caligrafia de Deus e a rubrica de todos os santos. Esse é meu filho Júnior que hoje completa dezessete anos. Desviando-me do lugar-comum digo que parece que foi anteontem que o observava no berçário. E ali externei meu preconceito ao me deparar com uma criança de cabelo espeta-caju que não parava de chorar. Pensei cá com meus botões: Putz, esperei nove meses por isso? Rsrs. Até que a enfermeira apontou para a outra criança que dormia tranquilamente.
Eu não passaria impune por tal comportamento. Os três primeiros meses ele trocou o dia pela noite. Chorava feito o espeta-caju do berçário. E para o castigo ser completo, não sei por que cargas d´água após o seu primeiro corte de cabelo seus cabelos tomaram formas não convencionais, pra não dizer espetais, mas a mãe não sossegou enquanto não ajeitou o cabelo do menino. Tratamento a base de casca de melancia. Haja esfregar a casca na cabeça da criança que hoje não suporta a fruta.
Ele cresceu, claro, ou vocês acham que sou pai do Benjamin Button? E dizem que ele é a minha cara. Putz, a cara do smigol, não ele não merece tal comparação. Ele merece mesmo é ser muito feliz e rezo para não estar aqui para fechar esse livro.
Parabéns e muitos anos de vida pra você. TE AMO.
Livro lícito, mas não planejado, lubrificou meu coração enferrujado, desparafusou minha encarquilhada carcaça adulta, afrouxou meu sorriso, jogou os parafusos fora, anarquizou meu egocentrismo, recauchutou meu altruísmo e embutiu em meu comportamento atitudes desatadas de preconceito.
Cada frase uma fase, cada parágrafo um ponto seguido, cada não um sim pra literatura, cada página virada um ensinamento fremente. Apesar das diferenças entre vírgula e ponto e vírgula isso não impediu a fluidez de seus versos e muito menos o causou um desvio de semântica.
O livro é lindo e traz uma mensagem com a caligrafia de Deus e a rubrica de todos os santos. Esse é meu filho Júnior que hoje completa dezessete anos. Desviando-me do lugar-comum digo que parece que foi anteontem que o observava no berçário. E ali externei meu preconceito ao me deparar com uma criança de cabelo espeta-caju que não parava de chorar. Pensei cá com meus botões: Putz, esperei nove meses por isso? Rsrs. Até que a enfermeira apontou para a outra criança que dormia tranquilamente.
Eu não passaria impune por tal comportamento. Os três primeiros meses ele trocou o dia pela noite. Chorava feito o espeta-caju do berçário. E para o castigo ser completo, não sei por que cargas d´água após o seu primeiro corte de cabelo seus cabelos tomaram formas não convencionais, pra não dizer espetais, mas a mãe não sossegou enquanto não ajeitou o cabelo do menino. Tratamento a base de casca de melancia. Haja esfregar a casca na cabeça da criança que hoje não suporta a fruta.
Ele cresceu, claro, ou vocês acham que sou pai do Benjamin Button? E dizem que ele é a minha cara. Putz, a cara do smigol, não ele não merece tal comparação. Ele merece mesmo é ser muito feliz e rezo para não estar aqui para fechar esse livro.
Parabéns e muitos anos de vida pra você. TE AMO.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Perdi o pezão pela seleção
Quando o bicho pegava pra seleção dos anos sessenta tirávamos da cartola o pé inchado do Garrincha - happy feet dos gramados - evitava o bicho de pé no resultado final do jogo e ainda garantia o bicho do dia pra rapaziada.
Agora da cartola tiramos pé de coelho e esperamos pela sorte bailar de verde e amarelo. No país do politicamente incorreto, a seleção joga um football politicamente correto. Ali dentro das quatro linhas sim deveria haver uma super faturação de gols e jogadas bonitas e não do dinheiro investido nas obras dos estádios pra Copa do Mundo.
Pra quem gosta de futebol como eu, o desejo é de ver um jogador pé de cabra da peste pra arrombar as zagas adversárias e nos entreter durante aqueles noventa minutos de diversão.
Sinceramente,perdi o pezão pela seleção brasileira.
Agora da cartola tiramos pé de coelho e esperamos pela sorte bailar de verde e amarelo. No país do politicamente incorreto, a seleção joga um football politicamente correto. Ali dentro das quatro linhas sim deveria haver uma super faturação de gols e jogadas bonitas e não do dinheiro investido nas obras dos estádios pra Copa do Mundo.
Pra quem gosta de futebol como eu, o desejo é de ver um jogador pé de cabra da peste pra arrombar as zagas adversárias e nos entreter durante aqueles noventa minutos de diversão.
Sinceramente,perdi o pezão pela seleção brasileira.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Um erro não justifica outro
Mudaram as estações, as sensações. Mudaram a mão, contra-mão. Flores em volta, sem volta. Espinhos sem versos, acabou a prosa. Perdi a ação. Perderam o cedilha, cederam pro cão. Sonhei com piolho, pior, acordei num pesadelo. O súbito desequilíbrio leva a alma raquítica a considerar o olho por olho como resolução do dente por dente.
terça-feira, 12 de março de 2013
Mr. Bouvary
Um cogumelo de questionamentos surgiu no meio daquele clima Faixa de Gaza. O silêncio foi a trincheira contra o pavio curto de seu temperamento. Rajadas de perguntas ácidas metralharam a base. Granada de insultos explodiu diante da cara pintada. Sete... Pintado, riscado e esquecido.
Alto, forte e olhos engatinhados, porém não és gato, não tens sete vidas. Tens somente uma e dizem por aí que é curta, então curta e faça um curta-metragem sobre Mentira tem pernas curtas. E muitas vezes cambotas também.
O terreno minado não é mais pasto de camuflagem. O passo em falso foi verdadeiro até nos ares. A bomba-relógio do cotidiano explodiu matando réu confesso e inocentes. A guerra deixou de herança aos sobreviventes cicatrizes que doem com a brisa de um vulto.
Entre mortos e feridos ficou para um morto a incumbência de escrever o roteiro desse filme. Mr. Bouvary.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Aos mestres com carinho
Parafraseando Monteiro Lobato, um Thays se faz com homens e livros. Então foi quando resolvemos largar tudo no Brasil para enfiarmos a cara nos livros – ou para alguns enfiamos mesmo foi o pé na jaca – aqui no frio glacial da Philadelphia e dos Philadelphians.
Chegando aqui de cara fomos recepcionados por um tal de choque cultural de 220 volts que nos arrepiou os cabelos e logo percebemos que nossa vida aqui não seria a bed of Rose(s).
Para mim, a gastronomia local foi meu Ademar de Aquiles. A comida apimentada me fazia queimar a língua de saudade do nosso tempero brasileiro Maravilhoso. E aquele arroz doce? Putz, amargou nossos almoços por seis semanas. Doce que amarga? Does it make sense? Faz sim! Antítese culinária. E vocês Kellen saber de uma coisa? Nem a omelete descia mais.
Na segunda semana me peguei refletindo sobre uma frase de Thomas Hobbes – filósofo inglês – O homem é o lobo do homem. O que me levou a pensar sobre isso? As confusões dentro do grupo. Se irRita daqui, se irRita dali, bate-boca pra cá, bate-boca pra lá. Assim não da meus amigos! Pedro amor de Deus! Fabrício comigo não! Só tomando Andrea. Se for assim, Ana que vem não quero nem saber de intercâmbio.
Porém eu tenho algumas certezas. Primeiro, everybody loves Cris. Priscilalmente porque ela é um Douglas de pessoa. Segundo, eu sabia que Marcelo ou mais tarde tudo ia se ajustar. E vamos viver a vida em harmonia, vamos sonhar com a paz, Sônia! Sônia! Caiu meu amigo? Hevanna sacode a Vanessa e dá a volta por cima e deixa a Lúcia me levar, Lúcia leva eu! Sabe por quê? Porque assim Camila a humanidade.
Agora estamos na sexta semAnne (essa eu forcei hein! Lol) e logo logo tudo isso aqui vai ficar no bolso da nossa memória. Não vejo a hora de chegar em casa e matar a saudade com requintes de felicidade.
Foi um prazer enorme ter conhecido todos vocês, Adriana, Narcisa, Marina e Nascimento que não apareceram antes no texto por falta de imaginacão do pseudo escritor.
Despeço me de vocês como comecei o texto, com uma paráfrase. Parafraseando Lulu santos: Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Experiência nos Estados Unidos
Aos quarenta e um anos pela primeira vez passei quarenta e um dias fora de casa. Motivo da separação? Estados Unidos! Precisava vivenciar a experiência da festa estranha com gente esquisita. Precisava vencer meus medos, precisava me libertar da neofobia. Morro de medo do novo e embarquei naquele cilindro de asas rumo a Philadelphia até o tucupi de medo.
Ao desembarcar em Philly a primeira palavra que ouvi foi um “hi” e num ato falho respondi “bye”. Mal cheguei e já queria voltar. Meu coração não estava ali e como diz uma amiga minha home is where the heart is. Mas não podia amarelar afinal de contas tenho aquilo roxo.
A primeira semana no choque cultural é classificada como lua de mel. A minha foi lua de mel de abelha do Paraguai. Queria o divórcio. Sofri. Chorei. Comi a omelete que o diabo amassou. Omelete foi meu prato principal durante algumas semanas. Quem quiser perder o amigo aqui é só me oferecer uma.
Comendo mal desse jeito não poderia ser diferente. Emagreci o corpo, porém engordei a alma. O frio me impedia de ir à academia, mas não de me exercitar. Exercitei a paciência, a ansiedade, o autocontrole. Emagreci. Voltei mais forte. Paradoxical.
Conheci chineses, japoneses, franceses, libaneses, árabes, New Jersey, New York, new things... No entanto, nada comparável aos brasileiros que conheci por lá. Povo espirituoso, cheio de alegria, sorriso desenhado na cara. Não à toa eles se encantavam quando dizíamos que éramos do Brasil. Eita povo animado! O mundo tava desabando e a gente cantando na rua, na fazenda ou numa casinha de sapê. Colocamos os chineses pra sambar bem no dia do ano novo chinês. Porém, perdemos o rebolado no dia da tragédia em Santa Maria. Aquele dia foi punk, foi foda.
Chorei no silêncio do meu quarto, no silêncio da minha impotência. Quis voltar pro Brasil naquele dia e abraçar todas as pessoas que amo. Fomos todos abraçados pelo espantalho da dor com a notícia. Ninguém quer a morte, só saúde e sorte já cantava Gonzaguinha.
Mas a vida continuava e tínhamos uma missão ali. Tínhamos que atravessar uma ponte e o desafio era grande. Conseguimos com êxito. Voltei orgulhoso de mim e com mais bagagem literalmente.
Quanto ao meu inglês? Continua o mesmo. Só mudou o jeito de andar.
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